29 de janeiro de 2017

LITURGIA BDSM


Entenda o que é Liturgia BDSM


Como em toda sociedade, o BDSM tem suas regras, rituais e símbolos pré estabelecidos, a diferença é que no BDSM são estabelecidos entre as partes, sempre na busca de atender as fantasias de ambos e proporcionar maior prazer mútuo.

É, antes de tudo, uma ação expressa mediante palavras, gestos e símbolos. Por isso, dizemos que a liturgia é feita de sinais sensíveis, que chegam aos nossos sentidos (tato, paladar, olfato, visão e audição).

As regras determinam como a submissa deve agir diante de seu Dominador. Os rituais definem as condutas que a submissa deve seguir dentro de uma determinada situação. Os símbolos são usados para aumentar a sensação de que a vida da submissa pertence aos caprichos e vontades de quem a domina.

Um dos símbolos mais significativos de uma Relação de Dominação e submissão (D/s) é a Coleira. Marca de propriedade de uma submissa que tem Dono. As coleiras podem ter diferentes propósitos, como por exemplo: virtuais, utilizadas nas redes sociais; as utilizadas nas sessões, normalmente, mais caracterizadas e as sociais, que são peças mais discretas para serem usadas pela submissa em seu dia a dia. Outro símbolo, bastante conhecido é o Contrato de Servidão, um documento, sem efeito legal algum, porém que rege as bases da relação.

Um comportamento que é quase praxe no meio BDSM é a troca do nick da submissa. Geralmente quando a submissa se apresenta para o meio BDSM, ela escolhe por sua vontade, o nick com o qual se identifica. Ao tornar-se propriedade, caberá ao dominador, dependendo de suas posturas e convicções, escolher o nick que a submissa utilizará.

Liturgia portanto são os símbolos usados para enriquecer as práticas. São os papéis a representar, com os seus respectivos comportamentos. Tom de voz, posicionamento corporal, código de segurança, iluminação, instrumentos, acessórios etc. Tudo o que contribui para dar mais emoção, encantar e possibilitar uma melhor e mais profunda imersão nas  fantasias.

Independente dos símbolos e das ocasiões que são utilizados, o mais importante é o real significado que eles possuem.


GUIA PARA SUBMISSAS


Guia  para Submissas


1- Paciência! Um Dom em potencial lhe permitirá saber se ele está interessado em você ou não. Se lembre de que seu propósito, como um submissa, é servir e satisfazer alguém que levará em conta a realização de suas fantasias. O "timing" deve ser o mesmo para ambos.

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2- Seja humilde. Sempre. Você terá ampla oportunidade para mostrar quão boa você é. Não importa o que você diga, seu verdadeiro eu se mostrará em uma cena, não a monte para o fracasso, desenvolvendo expectativas que provavelmente seu Dominador não alcançará.


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3- Esteja aberta ao conhecimento, você sempre pode aprender algo sobre BDSM e sobre você em uma cena, não importando o quanto há experiência pessoal ou quão dominantes ou submissos são os participantes. BDSM é uma arte particularmente muito pessoal e se revela de tal forma para cada um. 


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4- Dialogue! Verbalização é necessária, porém, no momento e do modo apropriado. Seu Dominador precisa ter o maior numero de informações básicas a seu respeito, como experiências, fantasias, saúde, e suas frustrações e sentimentos. Porém, a menos que seja uma emergência, espere até que seu Dominador pergunte. Não espere que ele adivinhe suas necessidades e limites. 


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5- Seja honrada. Não tenha nenhum medo de compartilhar suas necessidades e fantasias. Seu dominante espera isto. Honestidade sobre seus desejos, saúde, sentimentos e frustrações é essencial. Mentir só poderá conduzir a problemas, já que o Dominador conduzirá essa relação baseada em informações inexatas. Além de causar problemas, pode ser perigoso. Sei que às vezes é difícil falar de coisas tão íntimas, mas faça um esforço ou se declare incapaz para responder aquela questão naquele momento. Para um Dom experiente isso já é um grande sinal de bloqueio e ESTA área ele não ultrapassará,  a não ser no intuito de te ajudar a superar tais limites. 


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6- Esteja disponível. Se você quer limitar sua experiência para certa excitação física e psicológica, então negocie de antemão. Mas, nunca espere que seu Dominador seja um boneco em um jogo de fantasia que você desenhou em sua mente. É melhor deixar que seu Dominador surpreenda você. Permita a ele estender seus limites, para levá-la a lugares que você nunca havia estado antes. Quando você confia em seu Dominador e o deixa saber disso, ele guiará você em novas fantasias.


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7- Seja realista. Seu dominante é humano, e até mesmo o Dominador mais experiente tem momentos de desajustamento e problemas. Não chame sua atenção ao que você percebe ser um lapso. Saiba a diferenciar um erro de uma negligência. Nem todo Dominador possui um quarto de brincar totalmente equipado, então respeite a realidade de seu dominador e trabalhe dentro dessa realidade, certamente diante dos teus esforços em agradar ele também procurará melhorar o contexto. 


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8- Seja realmente submissa! Este é um ponto chave. Deixe seu Dono assumí-la por completo.Troque informações sobre suas necessidades especiais desde o começo da cena, porém uma vez iniciada permaneça quieto! Se você teima em conduzir a cena para suas próprias especificações, então você deveria tentar ser um Dominador. Você concordou com as limitações do seu próprio poder como submissa. Fique dentro dessas limitações. Respeite, obedeça e espere castigo caso isso não aconteça. Aceite graciosa e alegremente. O Dominador tem muitas coisas a serem concernidas e isso inclui sua Segurança. Seja leal e segura. Desfrute seu papel.

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9- Seja e esteja saudável (física e mentalmente)! BDSM, como qualquer atividade extenuante, requer que seus participantes - ativos e passivos - estejam em plena saúde física e emocional. A quantia que você dorme, seus hábitos alimentares, alcolismo, drogadição e tensão cotidiana afetam sua resposta e resistência. Não importa quão tentadora se mostre uma cena, uma atitude do tipo: " eu quero tudo agora " pode não ser uma boa coisa. Você servirá melhor estando saudável. 

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10- Divirta-se! Afinal de contas, sexo está em toda parte. Você ganhou um presente e será levado ao prazer sem igual, intenso que vem de um jogo BDSM responsável e criativo.


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28 de janeiro de 2017

GLOSSÁRIO BDSM


GLOSSÁRIO BDSM

  • Dom: Pode ser chamado de “dono”, se tiver uma submissa ou escrava sob sua tutela. É o homem que gosta de assumir o papel de senhor, de impor respeito, dominar.
  • Domme: Também conhecida por “dominatrix”, é a mulher dominante.
  • Switcher: Assume ambos os papéis, de dominante ou dominada, dependendo de quem se relaciona. Uma submissa que se diz switcher pode ter uma escrava ao seu dispor, por exemplo.
  • Sub: O submisso ou a submissa, aquele que se sujeita consensualmente a qualquer tipo de servidão ou humilhação e se permite ser amarrado, coagido e que disponham do seu corpo.
  • Mestre: Conduz sua escrava pelos caminhos do BDSM. Instrui a liturgia, apresenta-lhe sensações distintas. Pode ter mais de uma escrava (que será tratada como “irmã de coleira”), mas elas se comprometem a serem guiadas apenas por ele. Todo o mestre é dono de sua escrava. Não confundir com “mentor”, que é quem introduz outra pessoa na prática do BDSM e pode ser até mesmo um submisso.
  • Mestra: Também conhecida pelo título de “mistress”. É aquela que guia seu escravo, da mesma forma que o mestre faz com sua escrava.
  • Escravo: Aquele que assume que deseja ser dominado e se submete a um mestre. Sexo não é um componente fundamental da escravidão.
  • Pet: Porta-se como um animal de estimação.
  • Kajira: Escrava goreana, que atende às normas rígidas do estilo de vida descrito nos romances de John Norman, que conceituou as condições de escravidão do Planeta Gor.
  • Kajirus: O escravo, ainda segundo John Norman.
  • Top: Aquele que exerce dominação, podendo ser sádico, mestre, dominador, bondagista ou tudo ao mesmo tempo.
  • Bottom: O submisso, escravo ou masoquista.
  • Sádico: Termo com origem no nome do Divino Marquês (Donatien Alphonse François de Sade); sente prazer em infligir dor ou humilhação ao seu parceiro.
  • Masoquista: Nome dado a quem tem prazer ao sentir dor ou ser humilhado, inspirado nos escritos do escritor austríaco Leopold Sacher-Masoch.
  • Sadomasoquista: Assume ambos os papéis de sádico e masoquista, obtendo prazer da dor e humilhação que causa ou lhe é causada.
  • Ponygirl: Mulher que se veste e age como égua, muitas vezes ao ar livre.
  • Ageplayer: Aquele que age ou trata o outro como se tivesse outra idade.
  • Papai: Gosta de ser tratado como a autoridade de um pai e simula uma relação incestuosa com sua parceira.
  • Infantilista: Porta-se como um bebê ou uma criança, para ser cuidada por um pai.
  • Fedelho: Porta-se como um garotinho travesso que será disciplinado pela mãe.
  • Primata: Age como um homem das cavernas, de hábitos selvagens.
  • Kinkster: Quem é aberto a experimentações, das mais diversas. “Kink” é uma denominação para práticas sexuais pouco usuais, extremas, consideradas bizarras por certas pessoas.
  • Hedonista: Aquele que baseia sua vida na busca pelo prazer e na supressão da dor.
  • Baunilha: Como é chamado quem é de fora do meio BDSM, tratado como alguém insosso.